8. Fantasias nas narrações do mundo espiritual

 Extáticos, como Swedenborg era, têm uma capacidade de ver a realidade espiritual com sentidos diferentes dos sentidos corporais, visto que suas almas, segundo o Magnetismo Animal e o Espiritismo, estão emancipadas do corpo.
Ao estudar esse tema em seu último grande livro (a Gênese, Milagres e predições segundo o Espiritismo), o fundador do Espiritismo traz interessantes reflexões.
Para Allan Kardec:



“Necessariamente incompleta e imperfeita é a vista espiritual nos Espíritos encarnados e, por conseguinte, sujeita a aberrações. Tendo por sede a própria alma, o estado desta há de influir nas percepções que aquela vista faculte.”
Existem três tipos de “resultados” destas visões, segundo o estudo kardequiano:
Primeiro: A percepção de locais ou fatos ocorridos no mundo material, bem como causas de doenças e remédios para estas doenças.
Segundo: A percepção de coisas reais do mundo espiritual.
E terceiro e mais importante ao estudarmos Swedenborg e seu mundo Espiritual: 
“imagens fantásticas criadas pela imaginação, análogas às criações fluídicas do pensamento. Estas criações se acham sempre em relação com as disposições morais do Espírito que as gera. É assim que o pensamento de pessoas fortemente imbuídas de certas crenças religiosas e com elas preocupadas lhes apresenta o inferno, suas fornalhas, suas torturas e seus demônios, tais quais essas pessoas os imaginam. Às vezes, é toda uma epopéia. Os pagãos viam o Olimpo e o Tártaro, como os cristãos vêem o inferno e o paraíso. Se, ao despertarem, ou ao saírem do êxtase, conservam lembrança exata de suas visões, os que as tiveram tomam-nas como realidades confirmativas de suas crenças, quando tudo não passa de produto de seus próprios pensamentos.

Após apresentar estes três aspectos das visões espirituais conclui: Cumpre, pois, se faça uma distinção muito rigorosa nas visões extáticas, antes que se lhes dê crédito.”







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