Revista Espírita Histórica e Filosófica nº 16






















Olá, amigo leitor!
Recolhemos mais um artigo do filósofo Humberto Schubert Coelho, agora tratando da relação entre Lammennais e Allan Kardec. Sem dúvida, uma grande contribuição aos estudos espíritas.
Este número também traz mais um instigante relato de Idelberto Colle sobre os fenômenos que serviram de base para o Espiritismo.
André Cascaes, segue trazendo as respostas que lhe enviaram para as questões que apresenta na seção que assina em nossa revista.
Acreditamos que esta número traz valiosa gama de materiais de estudo. Por isso, não deixe de nos enviar suas críticas, sugestões e reflexões sobre nosso trabalho.

Boa leitura!
Maria Carolina Gurgacz

Vida de Allan Kardec ganha versão em quadrinhos


Por Andréia Silva
Os quadrinhos tornaram-se um gênero literário que, cada vez mais, explora novos temas e personagens. Biografias em formato HQ estão em alta no momento, e mais um título se soma à lista: Kardec, de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa, que como o próprio nome já diz, traz a biografia de Allan Kardec, conhecido como o codificador do espiritismo.
Seu nome é conhecido no mundo inteiro e seu túmulo em Paris, no famoso Père-Lachaise, é tão célebre quanto o de Jim Morrison ou Édith Piaf. Mas quem foi o homem Hippolyte Léon Denizard Rivail e o que o levou a se tornar Allan Kardec? São essas - e outras respostas - que o livro busca esclarecer ao público.
Kardec (Barba Negra) transporta o leitor para a França do século XIX, onde as ideias metafísicas borbulhavam, e acompanha Allan Kardec durante a sua busca por respostas sobre a existência humana.
O livro tem prefácio assinado por Marcel Souto Maior, autor do livro As vidas de Chico Xavier.
O lançamento oficial acontece neste mês, durante a Rio Comicon, que acontece entre os dias 20 e 23 de outubro, no Rio de Janeiro.

Fonte: Saraiva Conteúdo

POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS - parte 3

 

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PERGUNTAS DIRIGIDAS A BUFFON A PROPÓSITO DE SUA COMUNICAÇÃO
P. – Agradecemos a espirituosa comunicação que houvestes por bem nos dar. Contudo, há algo que nos surpreende: é que estais a par dos mínimos detalhes da nossa literatura, apreciando obras e autores com notável precisão. Então ainda vos ocupais com o que se passa na Terra, desde que conheceis tudo isso? Ledes, pois, tudo quanto se publica? Tende a bondade de dar uma explicação, que será muito útil à nossa instrução.

POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS - parte 2

RÉPLICA DE BUFFON

Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon
(Médium – Sr. d’Ambel)

Disseram que fui um gentil-homem das letras e que meu estilo, muito apuradinho, cheirava a pó-de-arroz e a tabaco da Espanha. Não é a consagração mais certa dessa verdade: O estilo é o homem? Embora tenham exagerado um pouco, representando-me com a espada ao lado e a pena à mão, confesso que gostava das belas coisas, das roupas adornadas com lantejoulas, das rendas e dos casacos vistosos, em suma, de tudo quanto fosse
elegante e delicado. É, pois, muito natural que sempre me vestisse com elegância, razão por que meu estilo traz o sinete do bom-tom, esse perfume de boa companhia que se encontra igualmente em nossa grande Sévigné. Que quereis? Sempre preferi os saraus e os pequenos salões das damas elegantes aos cabarés e às assembléias tumultuosas de baixa categoria. Permitir-me-eis, pois, apesar da opinião emitida por vosso contemporâneo Lamennais, manter meu judicioso aforismo, apoiando-o com alguns exemplos tomados
entre vossos autores e filósofos modernos.

POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS - parte 1


O Estilo é o Homem
POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS
(Sociedade Espírita de Paris)
Na sessão da Sociedade, de 19 de julho do corrente ano, o Espírito Lamennais deu espontaneamente a dissertação que se segue, sobre o aforismo de Buffon: O estilo é o homem, por intermédio do Sr. Didier, médium. Julgando-se atacado, Buffon replicou alguns dias mais tarde, servindo-se do Sr. d’Ambel. Depois, sucessivamente, o Visconde de Launay (Sra. Delphine de Girardin), Bernardin de Saint-Pierre e outros entraram na liça. É esta polêmica, tão curiosa quanto instrutiva, que reproduzimos integralmente. Notar-se-á que não foi provocada, nem premeditada e que cada Espírito veio espontaneamente nela tomar parte. 
Lamennais abriu a discussão; os outros o seguiram. 

Chegou!

Olá, amigo leitor!

Este número da nossa revista traz duas continuações: a segunda e última parte do estudo de Humberto Schubert Coelho (sobre a relação das idéias de Blaise Pascal e Allan Kardec) e a segunda resposta de Idelberto Colle sobre os fenômenos que serviram de base para o Espiritismo.
André Cascaes, após fazer uma série de perguntas na sua seção, resolveu recolher várias das respostas recebidas e organizá-las para nós.
Como sempre, pedimos suas críticas e sugestões para nos ajudar a aprimorar nossa publicação.
Agradecemos também, sua ajuda na divulgação de nosso trabalho, pois temos, mês a mês, nosso número de assinantes aumentando.
Contamos com você e esperamos sempre fazer jus a sua confiança e prestígio.
Boa leitura!

Maria Carolina Gurgacz
editora

OS ANIMAIS MÉDIUNS

(Sociedade Espírita de Paris – Médium: Sr. d’Ambel)
Explanarei hoje a questão da mediunidade dos animais, levantada e sustentada por um dos vossos mais fervorosos adeptos. Pretende ele, em virtude deste axioma: Quem pode o mais pode o menos, que podemos mediunizar os pássaros e os outros animais e servir-nos deles nas nossas comunicações com a espécie humana. É o que chamais, em filosofia, ou, antes, em lógica, pura e simplesmente um sofisma. “Podeis animar, diz ele, a matéria inerte, isto é, uma mesa, uma cadeira, um piano; a fortiori, deveis poder animar a matéria já animada e particularmente pássaros.”  Pois bem! no estado normal do Espiritismo, não é assim, não pode ser assim.

A AURORA DOS NOVOS DIAS


(Sociedade Espírita de Paris – Médium: Sra. Costel)

Anne Louise Germaine de Staël
Eis-me aqui, eu que não evocais, mas que estou ansiosa para ser útil à Sociedade, cujo objetivo é tão sério quanto o é o vosso. Falarei de política. Não vos assusteis: sei em que limites devo restringir-me.
A situação atual da Europa oferece o mais impressionante aspecto ao observador. Em nenhuma época – não excetuo nem mesmo o fim do último século, que fez tão grande estrago nos preconceitos e abusos que oprimiam o espírito humano – o movimento intelectual se fez sentir mais ousado, mais franco. Digo franco, porque o espírito europeu marcha na verdade.  

CARTA DO SR. MATHIEU SOBRE OS MÉDIUNS TRAPACEIROS

“Paris, 21 de julho de 1861.
“Senhor,
“Pode-se estar em desacordo sobre certos pontos e de perfeito acordo sobre outros. Acabo de ler, na página 213 do último número do vosso jornal, algumas reflexões acerca da fraude  em matéria de experiências espiritualistas (ou espíritas), às quais tenho a satisfação de me associar com todas as minhas forças. Aí, quaisquer dissidências a propósito de teorias e doutrinas desaparecem como por encanto.

Férias na Sociedade

Aviso

A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas decidiu,
em sessão de 19 de julho, que tomará férias no período de 15 de
agosto a 1° de outubro. Em conseqüência, as sessões serão
suspensas nesse intervalo.


Revista Espírita, Agosto de 1861

Revista Espírita Histórica e Filosófica 14

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OS AMIGOS NÃO NOS ESQUECEM NO OUTRO MUNDO


Um dos nossos assinantes nos envia a conversa seguinte, que teve com um de seus amigos, cuja perda lhe fora muito sentida, através de um médium estranho, já que ele mesmo não é médium. Além da notável elevação dos pensamentos, há de notar-se que os laços formados na Terra, quando sinceros, não são rompidos pela morte.

Relação de obras de Allan Kardec


1824

-Cours pratique et théorique d'arithmétique, d'après la méthode de Pestalozzi par H.L.D. Rivail
1828 
- Plan proposé pour l'amélioration de l'éducation publique, par H.L.D. Rivail
1830
- Les trois premiers livres de Télémaque en allemand
1831
- Grammaire française classique sur un nouveau plan. 1re partie... par H.-L.-D. Rivail
- Mémoire sur l'instruction publique adressé à MM. les membres de la commission chargée de réviser la législation universitaire..., par H.L.D. Rivail
1834
- Discours prononcé à la distribution des prix du 14 août 1834, par M. Rivail, chef d'institution
1838
- Programme des études selon le plan d'instruction de H.L.D. Rivail. 1er cahier. Enseignement primaire
1846
- Solutions raisonnées des questions et problèmes d'arithmétique et de géométrie usuelle proposés dans les examens de l'Hôtel de ville et de la Sorbonne... Par H.L.D. Rivail
1847
- Cours complet théorique et pratique d'arithmétique: contenant près de 3000 exercices et problèmes gradués, de nombreux questionnaires, un traité des poids et mesures, la méthode adoptée dans le commerce pour le calcul des intérêts et divers autres documents entièrements inédits / par H. L. D. Rivail
- Solutions des exercices et problèmes du "Traité complet d'arithmétique" de H.L.D. Rivail

- Projet de réforme concernant les examens et les maisons d'éducation des jeunes personnes, suivi d'une proposition touchant l'adoption des ouvrages classiques par l'Université, au sujet du nouveau projet de loi sur l'enseignement; par H.L.D. Rivail
1848
Catéchisme grammatical de la langue française... par H.L.D. Rivail
1849
- Grammaire normale des examens... par MM. D. Lévi-Alvarès,...  
H. L.D. Rivail
1850
- Dictées du premier et du second âge... par H.L.D. Rivail
Dictées normales des examens... par MM. Lévi-Alvarès et H.L.D. Rivail
1857
-O Livro dos Espíritos
1858
-Instrução Prática das manifestações espíritas
-Revista Espírita (revista mensal, sob sua responsabilidade até 1869)
1859
-O que é o Espiritismo?
1860
-O Livro dos Espíritos (2ª edição)
1861
-O Livro dos Médiuns ou guia dos médiuns e dos evocadores
1862
-O Espiritismo em sua mais Simples Expressão
-Viagem Espírita em 1862
1864
-Resumo da lei dos Fenômenos Espíritas
-Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo 
(depois teve o título mudado para O Evangelho Segundo o Espiritismo)
1865
 – Céu e inferno: ou justiça  divina segundo o Espiritismo
1866 
- Novo dicionário universal,  panteão literário e enciclopédia ilustrada, por Maurice Lachatre (colaborou em alguns verbetes)
1867 
– Ecos poéticos do outro mundo: poesias mediúnicas (fez a introdução)
1868 
- O caráter da Revelação Espírita
- A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo 

Você sabia que...

Na metade do século XVIII, Benjamin Franklin imagina a eletricidade como um fluido e se refere aos estados elétricos como um excesso ou uma deficiência desse fluido. Ao excesso, atribui um sinal positivo (+) e à falta, sinal negativo (-).


A academia confundiu o magnetismo animal com o magnetismo mineral

"...minha carta explicativa de 5 de janeiro de 1775 foi comunicada à maior parte das Academias de ciências, e a alguns sábios. Entre todas, apenas a Academia de Berlim, a 24 de março desse ano, deu uma resposta por escrito, pela qual, confundindo as propriedades do magnetismo animal que eu anunciava com aquelas do imã, do qual eu falava apenas como condutor, ela caiu em diferentes erros. E sua opinião era a de que eu estava iludido. 
Essa academia não apenas caiu no erro de confundir o magnetismo animal com o mineral, apesar de sempre eu ter me dedicado em meus estudos a estabelecer que o emprego do imã, apesar de útil, era sempre imperfeito sem o apoio da teoria do magnetismo animal. Os físicos e médicos com os quais estive me correspondendo, ou que buscaram se intrometer para usurpar esta descoberta, pretenderam e presumiram divulgar, uns que o imã era o único agente que eu empregava, os outros que eu utilizava a eletricidade. E assim por diante, por que sabiam que eu havia feito uso desses dois meios. A maior parte deles se desiludiu com sua própria experiência. Mas em lugar de reconhecer a verdade que eu anunciava, concluíram que,  como não obtinham sucesso com o uso desses dois agentes, as curas anunciadas por mim eram suposições. E que minha teoria era ilusória. O desejo de me descartar para sempre de semelhantes erros, e de trazer à luz  a verdade, determinaram-me a não mais fazer uso da eletricidade  nem do imã após 1776."
Mesmer 

Exploração do Espiritismo

América do Norte reivindica, a justo título, a honra de ter sido a primeira nos últimos tempos a revelar as manifestações de além-túmulo. Por que não deveria ser ela a primeira a dar o exemplo do tráfico e por que, nesse povo tão adiantado sob tantos aspectos, e tão digno de nossa simpatia, o instinto mercantil não se tenha detido no limiar da vida eterna? Quando lemos seus jornais, em cada página vemos anúncios como estes:

A PRECE - Fénelon


Enviada pelo Sr. Sabò,  de Bordeaux

Tempestade de paixões humanas, que abafais os bons sentimentos de que todos os Espíritos encarnados trazem uma vaga intuição no fundo da consciência, quem acalmará a vossa fúria? É a prece que deve proteger os homens contra o fluxo desse oceano, cujo seio encerra os monstros horrendos do orgulho, da inveja, do ódio, da hipocrisia, da mentira, da impureza, do materialismo e das blasfêmias.

Sobre a existência de Deus

 

 

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Reconhecimento da Existência dos Espíritos e de suas Manifestações


Se as primeiras manifestações espíritas  fizeram numerosos adeptos, não somente encontraram muitos incrédulos, mas adversários ferrenhos e, muitas vezes, até interessados em seu descrédito. Hoje, os fatos falam tão alto que é forçoso reconhecer a evidência e, se ainda existem incrédulos sistemáticos, podemos predizer-lhes com segurança que não se passarão muitos anos para acontecer com os Espíritos o que se deu com a maior parte das descobertas, que foram pertinazmente  combatidas ou encaradas como utopias por aqueles cujo saber deveria tê-los tornado menos cépticos no que diz respeito ao progresso. Já vimos muitas pessoas, entre as que não se aprofundaram nesses estranhos fenômenos, concordar que nosso século é tão fecundo em fatos extraordinários, a Natureza tem tantos recursos desconhecidos, que seria mais que leviandade negar-se a possibilidade daquilo que se não compreende. Esses tais dão prova de sabedoria. Eis aqui uma autoridade que não poderia  ser  suspeita de prestar-se  levianamente   a   uma mistificação, a Civiltà Cattolica, um dos principais jornais eclesiásticos de Roma. Reproduziremos, mais adiante, um artigo que esse jornal publicou no mês de março passado, no qual se verá que seria difícil provar a existência e a manifestação dos Espíritos por argumentos mais peremptórios. É verdade que divergimos dele sobre a natureza dos Espíritos; não admitem senão os maus, enquanto admitimos bons e maus; é um ponto que abordaremos mais tarde, com todos os  desenvolvimentos  necessários.  O  reconhecimento  das manifestações  espíritas  por   uma   autoridade   tão  grave   e   tão respeitável é um ponto capital. Resta, pois, julgá-las: é o que faremos no próximo número. Reproduzindo o artigo, o Univers o faz preceder das seguintes e sábias reflexões:       

Reconhecimento da Existência dos Espíritos e de suas Manifestações

Este é o título do artigo publicado na Revue de Janeiro de 1858. Dele retiramos algumas citações referentes ao Magnetismo. Vale a pena ler o artigo na íntegra.


Abaixo alguns extratos:

Por ocasião da publicação de uma obra, em Ferrara, sobre a prática do  magnetismo animal, referimos aos nossos leitores os sábios artigos que acabavam de aparecer na Civiltà Cattolica,  Roma, sobre a Necromancia moderna, reservando-nos trazer-lhes mais amplas informações. Publicamos hoje o último desses artigos que, em algumas páginas, contém as conclusões da revista romana.
De todas as teorias lançadas para explicar naturalmente os diversos fenômenos conhecidos sob o nome de espiritualismo americano, não há uma só que alcance o objetivo, e, menos ainda, consiga dar a razão de todos eles. Se uma ou outra dessas hipóteses é suficiente para explicar alguns desses fenômenos,sempre restará alguns que permanecerão inexplicáveis. [...]
Para dar a razão dessas três ordens de fatos diversos, temos ainda a teoria do magnetismo; mas, por maiores que sejam as concessões que se lhe disponha a fazer, e mesmo admitindo, de olhos fechados, todas as hipóteses gratuitas sobre as quais ela se funda, todos os erros e absurdos de que está repleta, e as faculdades miraculosas por ela atribuídas à vontade humana, ao fluido nervoso ou a quaisquer outros agentes magnéticos, jamais poderá essa teoria, com o auxílio desses princípios, explicar completamente como uma mesa magnetizada por um médium manifesta em seus movimentos uma inteligência e uma vontade próprias, isto é, distintas das do médium e que, por vezes, são contrárias e superiores à sua inteligência e vontade.

Revista Espírita Histórica e Filosófica 13



Amigo assinante

Estê mês trazemos um interessante achado.  A transcrição de um discurso feito na Federação Espírita do Rio Grande do Sul, na posse de um de seus mais importantes presidentes: Salomão Jacob Benchaya.
Neste discurso, ele apresenta um projeto chamado “Kardequizar”, onde aponta caminhos para o entendimento do Espiritismo mais próximo de sua origem francesa. Vale a pena prestar atenção a este documento de 1986 para entendermos em quais moldes o Espiritismo gaúcho se desenvolvia à época.
Na seção 150 anos de memória espírita,  recordamos uma memorável página da história do Espiritismo. Trata-se do encontro, via mediunidade, de Allan Kardec com um famoso calculador, Henry Mondeux que ele havia estudado frenologicamente.
Seguindo a série de artigos sobre História e Espiritismo, Cristian Macedo trata da Escatologia no Espiritismo, ou seja, como era a idéia espírita sobre o fim dos tempos e, em que medida, sofreu influências judaico-cristãs em sua perspectiva.
Sempre contando com a pergunta do André, convidamos aos leitores darem sua resposta e seguirem se comunicando conosco, fazendo críticas e dando sugestões.
Boa leitura!

Maria Carolina Gurgacz
Junho de 2011


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Allan Kardec

ALLAN KARDEC é o pseudônimo de Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, pensador francês.
Nasceu em Lyon, onde sua mãe fazia um tratamento médico, mas passou sua primeira infância em Bourg-en-Bresse. Aos 10 anos seus pais lhe enviaram para Yverdun, na Suíça, para estudar no Instituto dirigido por Johan Heinrich Pestalozzi.
Apesar da  tradição familiar ser ligada ao Direito, inclina-se à Educação. Influência do Mestre de Yverdun, certamente.
Já em Paris, com pouco mais de 20 anos, funda uma escola e escreve livros sobre educação, declarando-se discípulo de Pestalozzi. 
Vinculou-se a diversas associações de sábios, dedicando-se a diversas ciências como a Matemática, História, Frenologia e Magnetismo Animal.
Nos anos 50 do século XIX, passa a se dedicar aos fenômenos relacionados  às "mesas girantes" importados da América. Estudando-os profundamente, e analisando seus desdobramentos, organiza o que acreditava ser uma ciência revolucionária e a batiza de Espiritismo. Em abril de 1857 escreve a primeira obra espírita O Livro dos Espíritos, demarcando oficialmente o início da nova doutrina.
Morre em março de 1869.

Prêmio de 2.500 francos ao sujet magnético...

A experiência feita nos Estados Unidos a propósito dos médiuns, lembra uma outra, realizada dez anos atrás, na França, pró ou contra os sonâmbulos lúcidos, isto é, magnetizados. A Academia de Ciências recebeu a missão de conceder um prêmio de 2.500 francos ao sujet magnético que lesse com os olhos  vendados. Todos os sonâmbulos fizeram de bom grado essa experiência, nos salões ou nos teatros de feira; liam em livros fechados e decifravam toda uma carta, sentados sobre ela ou colocando-a bem dobrada e fechada sobre o ventre; porém, diante da Academia, não foram capazes de ler absolutamente nada e o prêmio não foi ganho por ninguém. 
Essa experiência prova, uma vez mais, da parte de nossos adversários, a absoluta ignorância dos princípios sobre os quais repousam os fenômenos das manifestações espíritas. Entre eles há a idéia fixa de que tais fenômenos devem  obedecer à vontade e reproduzir-se com a precisão de uma máquina. Esquecem completamente ou, melhor dizendo, não sabem que a causa deles é inteiramente moral e que as inteligências, que lhes são os agentes imediatos, não obedecem ao capricho de ninguém, sejam médiuns ou outras pessoas. Os Espíritos agem quando e na presença de quem lhes agrada; freqüentemente, quando menos se espera é que as manifestações ocorrem com mais vigor, e quando as solicitamos elas não se verificam. Os Espíritos têm modos de ser que nos são desconhecidos; o que está fora da matéria não pode ser submetido ao cadinho da matéria. É, pois, equivocar-se julgá-los do nosso ponto de vista. Se acharem útil manifestar-se por sinais particulares, eles o farão; mas jamais à nossa vontade, nem para satisfazer à vã curiosidade.

Allan Kardec
Os Médiuns Julgados
Janeiro de 1858

Carta de 5 de janeiro de 1775, a um médico estrangeiro

As prevenções do público e suas incertezas sobre a natureza de meus meios me determinaram a publicar uma Carta de 5 de janeiro de 1775, a um médico estrangeiro, na qual eu dava uma idéia precisa de minha teoria, dos sucessos que havia obtido até então e daqueles que tinha chance de esperar. Eu anunciava a natureza e a ação do MAGNETISMO ANIMAL e a analogia de suas propriedades com aquelas do imã e da eletricidade.  Eu acrescentava que "todos os corpos eram, assim como o imã, suscetíveis da comunicação desse princípio magnético; que este fluido penetrava tudo; que podia ser acumulado e concentrado como fluido elétrico; que ele continuava a agir com o afastamento; que os corpos animados eram divisíveis em duas classes, da qual uma é suscetível deste magnetismo, e a outra de uma virtude oposta que suprime a ação". Enfim, mostrava a razão das diferentes sensações, e apoiava essas asserções em experiências que me haviam permitido prevê-las.

Franz Anton Mesmer

Revista no Facebook

O Livro dos Médiuns- Introdução

VI ENCONTRO DE DIRIGENTES ESPÍRITAS - ENDESP (Paranavaí)
Parte 1

Parte 2


Da influência dos planetas sobre o corpo humano

Fiz em Viena, em 1766, uma dissertação da influência dos planetas sobre o corpo humano. Parti dos princípios  conhecidos da atração universal, constatada pelas observações que nos ensinam que os planetas se afetam mutuamente nas suas órbitas, e que a lua e o sol causam e dirigem sobre o nosso globo o fluxo e o refluxo no mar, assim como na atmosfera. Parti, disse eu, do fato de essas esferas exercerem também uma ação direta sobre todas as partes constitutivas dos corpos animados, particularmente sobre o sistema nervoso, por meio de um fluído que a tudo penetra. Eu determinei essa ação pela intenção e a remissão das propriedades da matéria e dos corpos organizados, tais como a gravidade, a coesão, a elasticidade, a irritabilidade, a eletricidade.
Eu sustentei que do mesmo modo que os efeitos alternativos, em comparação com a gravidade, produzem no mar o fenômeno sensível que chamamos fluxo e refluxo, a intenção e remissão das ditas propriedades estão sujeitas à ação do mesmo princípio, experimentaria também um forte fluxo e refluxo. Apoiei esta teoria com diferentes exemplos de revoluções periódicas. Nomeei a propriedade do corpo animal, que o torna suscetível    
à ação dos corpos celestes e da terra, magnetismo animal. Eu explicava por este magnetismo as revoluções periódicas que nos chamam a atenção no sexo, e geralmente aqueles que os médicos de todos os tempos e de todos os países observaram nas doenças. 
Franz Anton Mesmer

...a mesma coisa que se dá com o sonambulismo

Dá-se com as manifestações espíritas a mesma coisa que se dá com o sonambulismo: se não se produzirem à luz do dia e publicamente, ninguém impedirá que ocorram na intimidade, pois cada família pode descobrir um médium entre seus membros, das crianças aos velhos, assim como pode encontrar um sonâmbulo
Quem, pois, poderá impedir que a primeira pessoa que encontremos seja médium e sonâmbula? Sem dúvida, os que o combatem não refletiram nisto. Insistimos: quando uma força está na Natureza, pode-se detê-la por um instante, porém, jamais aniquilá-la! Seu curso apenas poderá ser desviado. Ora, a força que se revela no fenômeno das manifestações, seja qual for a sua causa, está na Natureza, da mesma forma que o magnetismo, e não poderá ser exterminada, como a força elétrica também não o será. O que importa é que seja observada e estudada em todas as suas fases, a fim de se deduzirem as leis que a regem. Se for um erro, uma ilusão, o tempo fará justiça; se, porém, for verdadeira, a verdade é como o vapor: quanto mais se o comprime, tanto maior será a sua força de expansão.

Revue, 1858

Revista Espírita Histórica e Filosófica 13

Dia 30, em sua caixa de e-mails, chegará a Revista nº 13.



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Citações de Allan Kardec sobre o Magnetismo

  1. Folha de rosto da Revista Espírita
  2. ...a mesma coisa que se dá com o sonambulismo
  3. Prêmio de 2.500 francos
  4. Reconhecimento da existência dos Espíritos e suas manifestações

Folha de rosto da Revista Espírita

REVISTA ESPÍRITA
Diário de Estudos Psicológicos

Contém:
O relato das manifestações materiais ou inteligentes dos Espíritos, aparições, evocações, etc., bem como todas as notícias relativas ao Espiritismo. – O ensino dos Espíritos sobre as coisas do mundo visível e do invisível; sobre as ciências, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e o seu futuro. – A história do Espiritismo na antigüidade; suas relações com o magnetismo e com o sonambulismo; a explicação das lendas e das crenças populares, da mitologia de todos os povos, etc. 

Publicada sob a direção
do
Sr. ALLAN KARDEC

Citações de Mesmer sobre o Magnetismo

  1. 27 Proposições de Mesmer sobre o Magnetismo Animal
  2. Conseqüência de duas ciências
  3. Da influência dos planetas sobre o corpo humano
  4. Carta a um médico estrangeiro

Magnetismo

Citações de Mesmer sobre o Magnetismo

Citações de Allan Kardec sobre o Magnetismo

Conseqüência de duas ciências

O magnetismo animal é uma conseqüência de duas ciências conhecidas, a astronomia e a medicina. É menos uma descoberta nova do que uma aplicação de fatos conhecidos desde há muito tempo a necessidades sentidas em todos os tempos.
Por esta expressão, magnetismo animal, eu designo então uma dessas operações universais da natureza, cuja ação determinada nos nossos nervos oferece à arte um meio universal de curar e de preservar os homens.
Franz Anton Mesmer

Efeitos do Desespero

Morte do Sr. Laferrière, membro do Instituto.
Suicídio do Sr. Léon L... – A viúva e o médico

Somente para registrar os acidentes funestos que chegam ao conhecimento do público, causados pelo desespero, seriam necessários volumes e mais volumes. Quantos suicídios, doenças, mortes involuntárias, casos de loucura, atos de vingança, crimes mesmo, não produz ele todos os dias! Uma estatística muito instrutiva seria a das causas primeiras que levaram à perturbação do cérebro; nela se veria que o desespero entra, pelo menos, com quatro quintos. Mas não é disto que queremos nos ocupar hoje. Eis dois fatos assinalados pelos jornais, não a título de novidades, mas como assunto de observação. 
Lê-se no  Siècle de 17 de fevereiro último o relato das exéquias do Sr. Laferrière: 

Efeitos do Desespero

"Assim, sem o Espiritismo, essa senhora provavelmente teria cometido um crime, por mais religiosa que fosse. Isto prova a inutilidade da religião? Não, de forma alguma, mas apenas a insuficiência das idéias que ela dá do futuro, apresentando-o de tal modo vago que deixa em muita gente uma espécie de incerteza, ao passo que o Espiritismo, permitindo, por assim dizer, tocá-lo com o dedo, faz nascer na alma uma confiança e uma segurança mais completas."

Allan Kardec 
Revista Espírita , Junho de 1861. 
Morte do Sr. Laferrière, membro do Instituto.
Suicídio do Sr. Léon L... – A viúva e o médico

Estudos de Cosme Massi sobre o Livro dos Médiuns

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Sobre o Contexto Histórico

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Brasão do Segundo Império
Cristian Macedo                                                                                                                                 historiador
O Espiritismo e os fenômenos que o antecederam, chamados de “mesas girantes”  (tables tournantes), ocorreram no período histórico francês conhecido como Segundo Império (1852-1870), sob Napoleão III.
Esta coluna que manterei trará informações históricas relativas a este período. Serão fatos, curiosidades, costumes, personalidades, etc.

O MARQUÊS DE SAINT-PAUL


Morto em 1860. Evocado a pedido de sua irmã, membro da Sociedade, em 16 de maio de 1861.


1. Evocação.
Resp. – Eis-me aqui.


2. A senhora vossa irmã pediu-nos para vos evocar, embora seja médium, mas não ainda bastante desenvolvida para sentir-se segura.
Resp. – Tentarei responder da melhor forma possível.

3. Primeiramente ela deseja saber se sois feliz.
Resp. – Estou errante e este estado transitório nunca traz felicidade nem castigo absolutos.

4. Demorastes muito tempo para vos reconhecerdes?
Resp. – Fiquei muito tempo em perturbação, e dela não saí senão para bendizer a piedade dos que não me esqueciam e oravam por mim.

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Certidão de nascimento de Allan Kardec

 
Tradução feita por Stenio Monteiro de Barros
 
"Aos doze, vindimário, ano treze.
Certidão de Nascimento de Denisard, Hypolite Leon Rivail, nascido ontem à tarde, às sete horas, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, homem de lei, morador em Bourg de L`Ain, e atualmente em Paris, e de Jeanne Louise Duhamel, sua esposa. O sexo da criança foi reconhecido como masculino. Testemunhas principais, Syriaque Frederic Dittmar, diretor do estabelecimento de águas minerais (nota acima) na rua Sala, e Jean François Turge, morador na mesma rua. Por requisição de Pierre Rodamel, médico, morador à rua Saint Dominique nº 78. Leitura feita, e por todos assinada. Constatada por mim, prefeito, abaixo assinada / Atualmente em Lyon, rua Sala, nº 74. Nota aprovada. - Assinaturas."
certidão

Nascimento


ALLAN KARDEC (Hyppolite-Léon-Denizard Rivail). 
Fundador da doutrina chamada espírita, nascido em Lyon em 3 de outubro de 1804, oriundo de Bourg en Bresse, departamento do Ain

Maurice Lachâtre,
Nouveau dictionnaire universel
1867



Bourg-en-Bresse, Notre-Dame-de-l'Annonciation


Avenida Alsace-Lorraine
Bourg-en-Bresse e Lyon