OS ANIMAIS MÉDIUNS

(Sociedade Espírita de Paris – Médium: Sr. d’Ambel)
Explanarei hoje a questão da mediunidade dos animais, levantada e sustentada por um dos vossos mais fervorosos adeptos. Pretende ele, em virtude deste axioma: Quem pode o mais pode o menos, que podemos mediunizar os pássaros e os outros animais e servir-nos deles nas nossas comunicações com a espécie humana. É o que chamais, em filosofia, ou, antes, em lógica, pura e simplesmente um sofisma. “Podeis animar, diz ele, a matéria inerte, isto é, uma mesa, uma cadeira, um piano; a fortiori, deveis poder animar a matéria já animada e particularmente pássaros.”  Pois bem! no estado normal do Espiritismo, não é assim, não pode ser assim.

A AURORA DOS NOVOS DIAS


(Sociedade Espírita de Paris – Médium: Sra. Costel)

Anne Louise Germaine de Staël
Eis-me aqui, eu que não evocais, mas que estou ansiosa para ser útil à Sociedade, cujo objetivo é tão sério quanto o é o vosso. Falarei de política. Não vos assusteis: sei em que limites devo restringir-me.
A situação atual da Europa oferece o mais impressionante aspecto ao observador. Em nenhuma época – não excetuo nem mesmo o fim do último século, que fez tão grande estrago nos preconceitos e abusos que oprimiam o espírito humano – o movimento intelectual se fez sentir mais ousado, mais franco. Digo franco, porque o espírito europeu marcha na verdade.  

CARTA DO SR. MATHIEU SOBRE OS MÉDIUNS TRAPACEIROS

“Paris, 21 de julho de 1861.
“Senhor,
“Pode-se estar em desacordo sobre certos pontos e de perfeito acordo sobre outros. Acabo de ler, na página 213 do último número do vosso jornal, algumas reflexões acerca da fraude  em matéria de experiências espiritualistas (ou espíritas), às quais tenho a satisfação de me associar com todas as minhas forças. Aí, quaisquer dissidências a propósito de teorias e doutrinas desaparecem como por encanto.

Férias na Sociedade

Aviso

A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas decidiu,
em sessão de 19 de julho, que tomará férias no período de 15 de
agosto a 1° de outubro. Em conseqüência, as sessões serão
suspensas nesse intervalo.


Revista Espírita, Agosto de 1861