POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS - parte 2

RÉPLICA DE BUFFON

Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon
(Médium – Sr. d’Ambel)

Disseram que fui um gentil-homem das letras e que meu estilo, muito apuradinho, cheirava a pó-de-arroz e a tabaco da Espanha. Não é a consagração mais certa dessa verdade: O estilo é o homem? Embora tenham exagerado um pouco, representando-me com a espada ao lado e a pena à mão, confesso que gostava das belas coisas, das roupas adornadas com lantejoulas, das rendas e dos casacos vistosos, em suma, de tudo quanto fosse
elegante e delicado. É, pois, muito natural que sempre me vestisse com elegância, razão por que meu estilo traz o sinete do bom-tom, esse perfume de boa companhia que se encontra igualmente em nossa grande Sévigné. Que quereis? Sempre preferi os saraus e os pequenos salões das damas elegantes aos cabarés e às assembléias tumultuosas de baixa categoria. Permitir-me-eis, pois, apesar da opinião emitida por vosso contemporâneo Lamennais, manter meu judicioso aforismo, apoiando-o com alguns exemplos tomados
entre vossos autores e filósofos modernos.

POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS - parte 1


O Estilo é o Homem
POLÊMICA ENTRE VÁRIOS ESPÍRITOS
(Sociedade Espírita de Paris)
Na sessão da Sociedade, de 19 de julho do corrente ano, o Espírito Lamennais deu espontaneamente a dissertação que se segue, sobre o aforismo de Buffon: O estilo é o homem, por intermédio do Sr. Didier, médium. Julgando-se atacado, Buffon replicou alguns dias mais tarde, servindo-se do Sr. d’Ambel. Depois, sucessivamente, o Visconde de Launay (Sra. Delphine de Girardin), Bernardin de Saint-Pierre e outros entraram na liça. É esta polêmica, tão curiosa quanto instrutiva, que reproduzimos integralmente. Notar-se-á que não foi provocada, nem premeditada e que cada Espírito veio espontaneamente nela tomar parte. 
Lamennais abriu a discussão; os outros o seguiram. 

Chegou!

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Este número da nossa revista traz duas continuações: a segunda e última parte do estudo de Humberto Schubert Coelho (sobre a relação das idéias de Blaise Pascal e Allan Kardec) e a segunda resposta de Idelberto Colle sobre os fenômenos que serviram de base para o Espiritismo.
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Maria Carolina Gurgacz
editora